Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol
O SJPF é a entidade representativa dos jogadores de futebol, tendo por objetivo defender os interesses individuais e coletivos, em particular aqueles relacionados com os direitos laborais e condições de trabalho. É, também, a voz do jogador junto das instâncias nacionais relacionadas com a modalidade, tais como o Conselho Nacional do Desporto, a Secretaria de Estado da Juventude e Desporto, a Federação Portuguesa de Futebol, a Liga Portugal e demais instituições representativas dos intervenientes no fenómeno.
No plano internacional, integra a FIFPro, sindicato mundial dos jogadores, participando ativamente na relação com os parceiros sociais e organismos que tutelam o futebol (FIFA, UEFA, ECA, EPFL, e União Europeia).
O SJPF tem como áreas estratégicas de intervenção, além da assessoria jurídica e intervenção legal, a educação, o emprego, a saúde, a comunicação, a área técnica e a relação com a comunidade.
A educação, em particular, é uma aposta estratégica do SJPF. O atual programa de educação e formação incorpora os princípios e recomendações internacionais inerentes ao desenvolvimento das carreiras duais, visando garantir aos jogadores as condições para a sua qualificação, procurando compatibilizar as plataformas existentes com as exigências da profissão e desenvolvendo atividades de formação à medida das suas necessidades e motivações.
Neste contexto, merece especial destaque o apoio conferido aos jogadores em situação de desemprego ou em processo de transição para outra atividade profissional.
Considerando um âmbito mais amplo da atividade educativa, o SJPF reconhece a necessidade de intervir junto do jogador com vista à sua formação integral, isto é, com o objetivo de fornecer instrumentos associados às diferentes dimensões do jogador e do cidadão. É neste enquadramento que surge a preocupação com a educação financeira do futebolista, sendo por isso reconhecida a necessidade de promoção de uma adequada gestão financeira durante a carreira desportiva do futebolista, a qual é caracterizada pelo desgaste rápido e curta duração.

Conselho Nacional de Supervisores Financeiros
O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros – Banco de Portugal, Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários – lançou, em 2011, o Plano Nacional de Formação Financeira, com o objetivo de promover a literacia financeira da população portuguesa.
O protocolo entre o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros e o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol visa melhorar as competências de gestão financeira dos jogadores, que enfrentam importantes desafios associados a uma profissão de curta duração e desgaste rápido, com uma elevada concentração de rendimentos num curto espaço de tempo.
Através desta parceria com o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, os supervisores financeiros assumem o compromisso de contribuir para o reforço da formação financeira dos jogadores de futebol, tendo em vista melhorar as condições de vida destes profissionais.

Plano Nacional de Formação Financeira
Lançado em 2011 pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (Banco de Portugal, Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), o Plano Nacional de Formação Financeira visa contribuir para elevar o nível de conhecimentos financeiros da população e promover a adoção de comportamentos financeiros adequados, através de uma visão integrada de projetos de formação financeira e pela junção de esforços das partes interessadas, concorrendo para aumentar o bem-estar da população e para a estabilidade do sistema financeiro.
Adotou, por isso, a marca “Todos Contam”, que dá também nome ao portal do Plano Nacional de Formação Financeira, no qual se divulgam as principais atividades do Plano e se disponibilizam conteúdos e ferramentas de apoio à gestão de finanças pessoais (www.todoscontam.pt).
Ao longo dos anos, o Plano tem desenvolvido iniciativas para vários públicos-alvo, sempre assente na estreita colaboração com as entidades que, em cada setor, estão especialmente vocacionadas parachegar a esses públicos, garantindo que estas iniciativas são implementadas de forma estruturada e permanente.
De entre as várias parcerias firmadas desde a sua criação, destacam-se as estabelecidas com o Ministério da Educação para a implementação da educação financeira em contexto escolar, com o IAPMEI e o Turismo de Portugal, para promover a formação financeira de empresários e gestores de micro, pequenas e médias empresas, com a CASES para apoiar a formação financeira de empreendedores sociais e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) para promover a formação financeira da população da Região do Norte, através das autarquias locais.