1. O mandato que recebo dos jogadores para o quadriénio 2013-2017 tem o seu início num período de plena crise social e económica global com graves e profundas consequências a nível nacional que, por transversal, a todos atingirá.

Dada a conjuntura económica adversa e as reformas estruturais nacionais e internacionais em curso, será um mandato exigente.

2. Conhecendo, como conheço a realidade prometo atenção e empenhamento permanente esperando corresponder às expectativas.

Assim, importa imprimir à actuação do SJPF uma visão dinâmica, ou seja, mantendo os projectos já consolidados, por um lado e, por outro, atentar na evolução da realidade com vista à busca de soluções para os novos problemas.

Ora, a multiplicidade das actividades a desenvolver não obsta a que em todas elas se encontre um denominador comum: concorrer, directa ou indirectamente, para a consecução do objectivo  matricial do SINDICATO e que é a defesa e promoção dos interesses colectivos dos associados.

Considerando, porém,  que não sendo este o local adequado para, exaustiva e pormenorizadamente, elencar e caracterizar os projectos,  procedesse apenas  à sua enunciação genérica.

3. Assim sendo, para o mandato de 2013/2017, definimos as seguintes prioridades:

O respeito pelos contratos – “Temos consciência das dificuldades, da redução da massa salarial, mas exigimos que os contratos sejam pagos atempadamente e que as demais obrigações sejam cumpridas”;

A formação e qualificação dos jogadores – “Esta carreira de curta duração e desgaste rápido termina, se não for antes por lesão ou desemprego, por volta dos 35 anos, pelo que se abre uma nova etapa na vida dos jogadores. Prepará-los na transição e qualificá-los para o exercício de novas funções é um dever do Sindicato”;

A defesa do Jogador Nacional – “Continuaremos a defender o jogador português, nomeadamente a sua formação e a sua integração nos clubes, defendendo simultaneamente os clubes e as selecções nacionais”;

A defesa dos direitos dos jogadores no plano internacional – “Junto das instâncias internacionais exigiremos o tratamento adequado dos jogadores de todo o Mundo. O jogador tem de deixar de ser a vítima para passar a ser o protagonista. Queremos uma FIFPro mais activa e mais próxima dos jogadores”.

4.Todavia, sabe-se que a resolução de muitos problemas, por mais importante e empenhada que seja a actuação do SJPF não cabe exclusivamente a este.

Nunca quis, nem quererei ser tido como o único detentor da verdade. Pelo contrário, preconizo uma frutífera articulação institucional, quer a nível interno, quer internacional.

Nesse sentido serei sempre uma voz activa nos órgãos onde temos representatividade – Conselho Nacional do Desporto, Federação Portuguesa de Futebol, Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Tribunal Arbitral do Desporto, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, FIFA e FIFPro – e junto dos parceiros privilegiados – Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, Associação Nacional de Treinadores de Futebol, UEFA, EPFL e ECA.

Pautar-me-ei pelo princípio de que não serei causa dos problemas mas antes  participante activo da sua resolução.

5. Finalmente, impõe-se deixar uma nota de apreço e gratidão para os membros que integram a minha Direcção, demais órgãos sociais e todos os funcionários e colaboradores do SJPF.

Como se disse, o trabalho será árduo. Pretende-se que com ele se efective o inquestionável princípio de que o SJPF é de e para os associados.

Neste contexto, o lema é e será MOBILIZAR, FORTALECER e DIGNIFICAR.


   O presidente,        (Joaquim Evangelista)